Os nove aminoácidos essenciais

Os nove aminoácidos essenciais

É muito comum ouvirmos alguns termos que envolvem a fisiologia humana e muitas vezes nem sabemos o que realmente eles significam. Vitaminas, radicais livres, carboidratos, proteínas etc. Para quem não trabalha na área de biológicas, é grande o desafio de buscar as memórias de Ensino Médio (risos).

No meu post sobre o pão Ezekiel 4:9, mencionei que ele traz em sua receita os nove aminoácidos essenciais e mais outros nove. Mas o que será que isso significa? Pois bem, hoje falaremos sobre estes nove amiguinhos e porque eles são chamados de essenciais.

Voltando à aula da tia Bernadete no Ensino Médio, descobrimos que o corpo humano possui cerca de dois milhões de proteínas, divididas em cerca de 50 a 100 mil tipos diferentes, cada uma com suas responsabilidades. Para se ter ideia da sua predominância no corpo, metade de cada célula que você possui é proteína.

Agora chegamos aos aminoácidos, que são moléculas compostas de carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio (e viva a tabela periódica!). Existem vinte e um aminoácidos principais que o corpo humano utiliza para construir todas as proteínas que possuímos. Destes, nove são chamados de essenciais porque o nosso corpo não os produz, ou seja, precisamos ingeri-los para não termos deficiências na produção das proteínas e ficarmos dodóis (risos). Vamos dar nome aos nove: fenilalanina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, treonina, triptofano e valina.

Fenilalanina

Vamos começar por um dos mais famosos. Basta você olhar sua garrafa de refrigerante na geladeira e verá um “CONTÉM FENILALANINA”. Mas é claro que você não viu, afinal, refrigerante faz mal e agora você prefere tomar um suco de couve com laranja, certo? Esta informação presente nos rótulos é obrigatória pois existem pessoas que não conseguem digerir a fenilalanina (fenilcetonúricos), e seu consumo pode trazer graves efeitos. É tão importante seu controle que o teste do pezinho feito no bebê já diagnostica esta condição.

Enfim, além de estar nos produtos diet por aí (fujam deles!), este aminoácido está presente em carnes, peixes, leite e seus derivados e ovos. E no pão Ezekiel 4:9, claro (risos).

Dentre suas principais propriedades naturais, estão a analgésica (dores de cabeça, ósseas e musculares e cólicas menstruais) e a de estimulante natural. De modo sintético, ela ajuda na produção de sensação de saciedade (por isso que colocam nos produtos diet). Agora, como auxiliar medicinal, ela é utilizada em tratamentos de depressão, mal de Parkinson e outros distúrbios neurológicos. Ou seja, para evitar quaisquer um dos problemas citados, é sempre bom ter bons níveis no corpo. Vale lembrar que seu consumo sintético não é recomendado para grávidas e lactantes.

Histidina

A principal função da histidina é ser origem para a histamina, uma substância que regula as respostas inflamatórias do organismo por meio da produção tanto de glóbulos vermelhos quanto brancos. Ela pode ser encontrada em peixes, carne, ovos, derivados de leite e alguns grãos, como trigo, cevada, nozes, castanha-do-pará, feijão, cenoura, beterraba, berinjela, mandioca e batata.

Isoleucina

A Isoleucina tem a incumbência de construir os tecidos musculares. Juntamente com a leucina e a valina, formam grupo dosaminoácidos ramificados (BCAAs). O pessoal que curte academia já ouviu muito esta sigla. Suas principais fontes são: leite, feijão, ervilha, castanhas (de caju e do Pará), ovos, abóbora e gergelim.

Leucina

A leucina é importantíssima durante a realização de exercícios, pois, além de uma ótima fonte de energia, aumenta a resistência e reduz a fadiga. O melhor lugar para encontrá-la é em carnes e leguminosas, como a soja e o feijão.

Lisina

A lisina é um dos componentes de ossos, cartilagens e outros tecidos conectivos do corpo. Ela auxilia na formação de colágeno, sendo utilizada no tratamento de artrites, artroses, osteoporoses etc., e também possui propriedades antivirais, tendo ótimos resultados no tratamento de herpes. Ela pode ser encontrada em carne bovina, peixe, frango e também laticínios.

Metionina

Presente no ovo desidratado, castanha-do-Pará, laticínios e sardinhas, a Metionina auxilia na formação cutânea e muscular, além de ser uma fonte de energia e proteção hepática. Ou seja, seu fígado agradece se você tiver bons níveis de metionina em seu corpo.

Treonina

A Treonina auxilia na manutenção do equilíbrio proteico no corpo humano, além de também ser útil aos sistemas imunológico, cardiovascular e nervoso. No sistema imunológico, ela é parte atuante na formação de anticorpos. Lembra-se do desafio do balde de gelo? Pois bem, a Treonina também é muito utilizada no tratamento da ALS, a Síndrome Amiotrófica Lateral, e também da esclerose múltipla.

Triptofano

Apesar de seu nome diferente e desconhecido, o Triptofano é parte atuante na produção da serotonina, esta sim mais famosa, um neurotransmissor importante nos processos bioquímicos do sono e do humor. O Triptofano é utilizado em tratamentos de depressão e estresse.

Valina

Presente em ovos, milho, soja, diversas castanhas, laticínios e algumas verdureas e legumes como berinjela, beterraba e alho, a Valina auxilia na construção muscular e no processo de reparação de tecidos (cicatrização).

Como mencionei, eles são chamados essenciais pois o corpo não os produz, sendo necessária sua ingestão. De qualquer forma, toda suplementação deve ser feita com acompanhamento médico, ou seja, nada de sair por aí comprando aminoácidos e consumindo por própria vontade.

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