Como nossos cachorros vieram para os EUA

Como nossos cachorros vieram para os EUA

Já faz um tempinho que queríamos contar pra vocês como foi esta aventura de trazer nossos lindos cachorrinhos para os EUA. Antes de começar, melhor dar caras a estas personagens. Então veja ao lado estas fofuras chamadas Charlie e Olívia.

Última foto antes do embarque ;)

Última foto antes do embarque ;)

Eu vim para os Estados Unidos um mês antes da #couvemae para preparar o terreno para a chegada do restante da família. Na segunda leva (29 dias depois) vieram nossos dois cachorrinhos e, na última (no dia seguinte), a #couvemãe, grávida de três meses.

Processo

O transporte de animais de estimação é um assunto levemente complexo, pois depende da origem, do destino, do tamanho e da raça do animal. Misture estes quatro fatores e você perceberá o número de combinações possíveis (rs). Em nosso caso, o tamanho não ajudou muito, pois, se fossem cachorros de pequeno porte, poderiam ir na cabine do avião. Ou seja, precisaríamos “despachar” os bichinhos.

Cada país possui sua regulamentação específica, mas, em nosso caso, os EUA pedem um certificado emitido por veterinário autorizado que contenha a confirmação da vacinação anti-rábica, dados pessoais e endereço do dono do cachorro, informações do animal, como nome, raça, idade, marcas características, datas de vacinações, vacinas utilizadas e suas validades.

Além disso, cada empresa aérea também possui suas peculiaridades, desde o tamanho da caixa de transporte até o quê pode ser levado dentro dela. Como estávamos com tantas outras coisas para resolver, e dominar este tema por completo tomaria muito tempo, optamos por solicitar os serviços de uma empresa especializada.

Não foi barato e, apesar de algumas dores de cabeça que tivemos no processo, deu tudo certo e busquei nossos filhotinhos na manhã seguinte em uma área especifica de cargas da United aqui em Houston.

O que aprendemos

Para cachorros que não estão acostumados a este tipo de transporte (a maioria), todo o processo é extremamente estressante. A Olívia estava com a boca cheia de sangue quando a peguei, e isso ocorreu porque ela ficou mordendo o comedor (de aço) durante a viagem (puro estresse). O Charlie, que é o Westie mais manso do mundo, tentou avançar em um dos carregadores (me informaram isso quando fui buscá-lo).

Apesar de a United ter um serviço especializado para tal e os reviews serem bons, não temos como imaginar como deve ser viajar por dez, onze horas dentro de um compartimento de carga de um avião, com toda a mudança de altitude, turbulência e sabe-se lá mais o quê que eles experimentam nesta viagem para o desconhecido.

Desde o momento em que a empresa foi buscá-los em nossa casa no Brasil até o momento em que eu os vi pessoalmente em Houston, foram horas (cerca de vinte horas) de muita tensão. Nós quase não dormimos direito mas, felizmente, correu tudo bem e esses dois bichinhos logo se acostumaram à nova realidade.

Se você precisar fazer transporte internacional de seus bichinhos de estimação, busque todo o conhecimento necessário para não ter problemas de última hora. Muitas pessoas descobrem na fila do check-in que não poderão embarcar seus filhotes… imagine o desespero. Em nosso caso, contratar com antecedência uma empresa especializada ajudou muito e é nossa recomendação. Mas lembre-se, sempre pesquise muito bem sobre fornecedores deste tipo de serviço e leia cada linha do contrato para, no caso de surpresas, vocês estarem seguros de seus direitos.

Facebook Comments