Sempre valorize o trabalho da dona de casa

Sempre valorize o trabalho da dona de casa

Tive uma criação tranquila e considero que fui levemente mimado. Menciono o levemente porque minha mãe, apesar de extremamente carinhosa, nunca foi aquela que dizia que tudo que eu fazia era bonitinho e me protegia do mundo. Ao contrário, ela exigia que eu me defendesse, que eu soubesse meus deveres e responsabilidades e me cobrava por isto. Mas o mimo que mencionei foi devido ao fato de minha mãe ser a perfeita definição de dona de casa, a rainha do lar. Isto significa que a nossa casa sempre esteve impecável. Ela fazia (e ainda faz) as mais deliciosas comidas, limpava (e ainda limpa) a casa deixando-a impecável e tudo isso me trazia uns benefícios que só vim a reconhecer depois de adulto.

Eu morei com meus pais até meu casamento. Até então nunca precisei cozinhar, lavar e passar roupa ou limpar a casa. Claro que sempre ajudei em todas as áreas. Por exemplo, sempre buscava ingredientes que ela pedia, sempre fui (e ainda sou) o lavador de louças oficial da família e a ajudava a estender a roupa no varal. Tá bom, confesso que passar roupa nunca passei mesmo. Mas o trabalho pesado mesmo eu nunca fiz.

Para “piorar” a situação, a #couvemãe é muito parecida com a minha mãe. Ou seja, quando me casei, continuei a ter um nível semelhante de regalias, afinal, além de assumir a cozinha e os principais afazeres de casa, tínhamos uma diarista que fazia o trabalho pesado.

Somente quando vim para os EUA que as coisas realmente mudaram. Cheguei aqui um mês antes da #couvemãe e aí percebi que os tempos eram outros. Enquanto eu sempre soube de amigos que saíram da casa de seus pais cedo, aos dezesseis, dezoito anos, e já se viravam sozinhos, eu vim descobrir este novo universo somente depois dos trinta. Apesar das regalias de infância, nunca fui preguiçoso, mas também nunca tive noção do trabalho de uma dona de casa.

Uma imagem vale por mil palavras...

Uma imagem vale por mil palavras…

Em poucas palavras: é de outro mundo.

Após pouco mais de um ano morando nos EUA, apenas com a #couvemãe e a #couvebaby, ainda sem condições de bancar uma diarista, percebi que o trabalho de casa é, como minha mãe costumava dizer, ingrato, pois nunca acaba. Enquanto a louça é lavada, mais pratos e copos são colocados na pia. Enquanto a sala é varrida, mais pó e pelos de cachorro caem…

Entretanto, apesar do trabalho ser ingrato, a gratidão fica do lado de quem faz isso por amor. Parece que as donas de casa fazem isto para retribuir o amor que recebem dos filhos e família. Ou então será apenas uma das muitas formas de elas demonstrarem o amor que transborda de seus corações.

Decidi escrever este texto porque fiquei a última semana sozinho em casa, pois a #couvemae e a #couvebaby viajaram para a Califórnia. Neste período, além do vazio na casa e da imensa saudade, pude perceber o óbvio – uma casa que não é limpa fica suja numa velocidade impressionantemente rápida. E para fazer uma surpresinha para minhas princesas, decidi tirar a véspera de sua volta para “dar uma geral”.

Lavei, sequei, passei, varri, esfreguei, limpei… Resumindo, o corpo inteiro doía ao final do dia. Mas a sensação de dever cumprido não cabia em mim. Talvez fosse aquela gratidão que minha mãe sentia ao manter a casa impecável. Minha gratidão era por tudo que a #couvemãe faz pra cuidar da nossa princesa enquanto estou no trabalho e pra manter a nossa casa sempre linda. Minha gratidão também era por todo o cuidado que minha mãe sempre teve com a família e com nosso lar.

Então você, pai, filho ou marido que me lê, valorize o trabalho da dona de casa. Agora, quando mencionei valorize, não é apenas dizer obrigado ou falar “que limpa que a casa está!”. Isto é o mínimo. Contribua mantendo as coisas limpas e no lugar, pergunte se ela precisa de ajuda e, se ela disser que sim, não invente um compromisso ou finja que seu celular tocou bem na hora (risos).

Happy wife happy life. Happy mom happy family.

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